sábado, janeiro 13, 2007

Saddam, o Mister

Oh cambada! Calma, calma, um de cada vez… estou a ver que gostaram muito do último post. Olhem, eu como não o vi, fui contra ele. Estava a esfregar o outro olho.
Ora bem, desta vez vou especular sobre esse grande pérsonage que foi El Saddam.
Se ouvirmos chamar Abd al-Majid al-Tikriti, se calhar não nos diz nada, mas este é o nome do meio de Saddam Hussein. Este sim já diz qualquer coisa, a menos que esteja calado. A mãe carinhosamente o chamava: - Tikriti Tikriti Tikriti, alguém ligou pra ti.
Mas por detrás deste ditador sanguinário, esconde-se uma bela história de… aaahh quem estou eu a enganar, é uma porcaria, mas vou contá-la à mesma.
Desde cedo, Saddam, ou Sassá como lhe chamavam os amigos de infância, começou a revelar tendências de artista da bola. Era ainda um duque de ouros quando deu o seu primeiro toque de bola.
O treinador já dizia que ele era um bombista de primeira, pois em cada remate que dava, rebentava com uma bola. Isto porque no Iraque se jogava futebol com balões e o Sassá não cortava as unhas. A sua carreira promissora não durou muito, porque gostava muito de brincar com os outros, mas um dia foi longe demais, acho que chegou a Sobrado. No balneário após o jogo Aliados da Pirotecnia – Unidos Pra Já, Saddam ao festejar vitória, pegou em dois sabonetes de camomila, juntou com um relógio digital casio e dois fios de esparguete e booommmm… não explodiu, mas dois colegas foram desta pra melhor porque escorregaram nos sabonetes. Saddam riu-se e foi para a rua. Saddam, mais velho e mais maduro, e ainda a rir-se do sucedido, tentou singrar como treinador.
Via-se que era muito promissor em Portugal porque para além de não perceber nada de futebol, apresentava um belo bigode farfalhudo.
Começou então por um clube de amadores, bem, nem aí chegavam: o Sport Lisboa e Benfica.
Depois de ser despedido por andar a furar o relvado por petróleo, trabalhou numa gasolineira. Foram os seus anos dourados, mas quando soube que se chamava bomba de gasolina, detonou-a imediatamente. Foram os seus minutos chamuscados.
Era homem para ir à caça dar uns tiritos. Lá iam todos aos Domingos de madrugada com o material todo. Todos estranhavam o facto de Saddam trazer um cinto diferente, em vez dos habituais cartuchos, trazia uns cilindros ligeiramente maiores, mas com fios ligados. Fazia sempre tic-tac. – Oh Sassá, que barulheira é essa. – Isto é a minha barriguinha a dar horas.
Ao almoço lá vinha a feijoada à transmontana. Escusado será dizer que o bombista almoçava sempre sozinho.
À noite era menino para o forrobodó. Sempre a bombar aquele maluco. No final da noite era o último de pé. O pessoal já não tinha pernas para o acompanhar.
Mais tarde ficou-se pela política, mas não teve um papel muito importante, ninguém deu por ele. Por isso não vale a pena falar.
Num gesto muito injusto, foi preso e executado (vá-se lá saber porquê), ainda por cima aos 69. Que falta de elegância. O rapaz só matou as xiitas para fazer os casaquitos de pele.
O juiz proclamou então para Saddam: - Vais ser enforcado meu menino do coro. Nha nha nha nha nhaaaa (fazendo caretas). Concorda? Saddam: Por mim pode ser sem corda, porque nestes momentos fico um pouco claustrofóbico, depois ainda me dá qualquer coisa.
Saddam tinha uma pontualidade exímia, parecia português, devia ser por isso que o deixavam sempre pendurado.

*Pode vir quem venha por bem, mas se vier pela IP4 cuidado com as contra-curvas.

Pisco aqui o olho a todos vocês. Ai que não vejo nada.

CegoManeta

2 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

shit man! manda pás produções ficticias!

12:58 a.m.  
Blogger Pedro Castro Neves disse...

E vais trocar este grandioso blog pelas produçoes ficticias ?

3:50 a.m.  

Enviar um comentário

Subscrever Enviar feedback [Atom]

<< Página inicial