Aprendice
Está naquela altura de falar-vos sobre a minha brilhante educação que tive. Pensam que escrever estes textos é para qualquer um não?
Claro que não foi fácil para as escolas terem-me como aluno, tiveram que se esforçar muito para chegar ao meu nível. Aliás a minha mãe disse-me que eu nem fui para uma escola normal, fui para uma especial. Hã hã? Roídos de inveja? Mas não os oiço… Devem ter silenciador para fazer baixo roído. Foi uma coincidência estranha todos os meus colegas serem manetas e cegos. Características de grande inteligência, claro.
Já sabem o que vem aí… tenho de vos contar como fiquei com esta habilidade. Era eu um catraio quando já era exímio a atirar algodão a pardais. Quando me lembro destas atrocidades que fazia… Eu era tão bom que os meus amigos diziam sempre: “Tens uns olhos de lince”. Como não gosto de ser chamado de ladrão, devolvi-os ao lince. Claro que agora já não podia fazer muita coisa, nem sequer andar de bicicleta. Os meus amigos gozavam-me sempre e armavam-se em frente às mães. “Olha mãe estou a sacar cavalinho, e agora sem pés e sem mãos”. Claro que para não ficar atrás eu cortei as mãos e corria “Olha mãe, sem mãos”.
A minha carreira começou então na creche. Mas eu era tão infantil que a professora mandou-me logo embora, nunca mais me esquece o que ela disse logo no primeiro dia: “Creche e aparece meu palerma”. Estava descoberto o génio. Ainda me lembro da minha primeira matrícula na escola, era 89-45-HE.
Já do ensino básico para a frente comecei a dar-me mal. Diziam que eu era pouco interventivo, que nunca punha a mão no ar para responder. Onde é que elas já vão… Descontente com o ensino público, fui para a privada. Não, não fui para uma escola privada, fui para a casa-de-banho, tinha lá dinheiro para isso. Uma pessoa também tem necessidades caramba.
Como eu era muito tímido a minha mãe inscreveu-me para aulas de canto. Assim eu ia para o canto e ninguém me chateava.
Já na faculdade tentei seguir Línguas. Mas elas fugiam sempre e eu desistia. O Alemão era a pior cadeira… só consegui fazer a parte do Ale.
Sinceramente gostei muito de aprender durante estes anos todos, ao inicio pensava que a escola era só para policias porque o PSP lá da minha rua disse que eles só estavam bem era a prender.
A estudar o que não sai no exame
CegoManeta
Claro que não foi fácil para as escolas terem-me como aluno, tiveram que se esforçar muito para chegar ao meu nível. Aliás a minha mãe disse-me que eu nem fui para uma escola normal, fui para uma especial. Hã hã? Roídos de inveja? Mas não os oiço… Devem ter silenciador para fazer baixo roído. Foi uma coincidência estranha todos os meus colegas serem manetas e cegos. Características de grande inteligência, claro.
Já sabem o que vem aí… tenho de vos contar como fiquei com esta habilidade. Era eu um catraio quando já era exímio a atirar algodão a pardais. Quando me lembro destas atrocidades que fazia… Eu era tão bom que os meus amigos diziam sempre: “Tens uns olhos de lince”. Como não gosto de ser chamado de ladrão, devolvi-os ao lince. Claro que agora já não podia fazer muita coisa, nem sequer andar de bicicleta. Os meus amigos gozavam-me sempre e armavam-se em frente às mães. “Olha mãe estou a sacar cavalinho, e agora sem pés e sem mãos”. Claro que para não ficar atrás eu cortei as mãos e corria “Olha mãe, sem mãos”.
A minha carreira começou então na creche. Mas eu era tão infantil que a professora mandou-me logo embora, nunca mais me esquece o que ela disse logo no primeiro dia: “Creche e aparece meu palerma”. Estava descoberto o génio. Ainda me lembro da minha primeira matrícula na escola, era 89-45-HE.
Já do ensino básico para a frente comecei a dar-me mal. Diziam que eu era pouco interventivo, que nunca punha a mão no ar para responder. Onde é que elas já vão… Descontente com o ensino público, fui para a privada. Não, não fui para uma escola privada, fui para a casa-de-banho, tinha lá dinheiro para isso. Uma pessoa também tem necessidades caramba.
Como eu era muito tímido a minha mãe inscreveu-me para aulas de canto. Assim eu ia para o canto e ninguém me chateava.
Já na faculdade tentei seguir Línguas. Mas elas fugiam sempre e eu desistia. O Alemão era a pior cadeira… só consegui fazer a parte do Ale.
Sinceramente gostei muito de aprender durante estes anos todos, ao inicio pensava que a escola era só para policias porque o PSP lá da minha rua disse que eles só estavam bem era a prender.
A estudar o que não sai no exame
CegoManeta

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